O setor de serviços, um pilar fundamental da economia brasileira que engloba atividades tão diversas quanto transporte, turismo, alimentação, beleza e tecnologia da informação, registrou um notável crescimento de 0,3% em outubro, comparado ao mês anterior. Este desempenho marca a nona elevação consecutiva, consolidando uma trajetória ascendente que começou em fevereiro e demonstra a resiliência e a expansão contínua deste segmento vital. O avanço acumulado desde o início da sequência positiva atinge expressivos 3,7%, elevando o setor ao seu mais alto nível de atividade já registrado. Além disso, a atividade de serviços agora se encontra 20,1% acima do patamar observado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020, evidenciando uma robusta recuperação e superação dos desafios impostos pela crise sanitária global, um indicativo claro da sua capacidade de adaptação e inovação no cenário econômico atual.
Continuidade do crescimento e patamares históricos
A sequência de nove meses de crescimento ininterrupto do setor de serviços, iniciada em fevereiro, representa um marco significativo para a economia brasileira. Este período de expansão acumulada de 3,7% não apenas amplia o nível mais alto de atividade já registrado, mas também o posiciona confortavelmente acima do patamar pré-pandêmico. Esse vigoroso desempenho reflete uma recuperação substancial e uma adaptação eficaz às novas dinâmicas de mercado pós-crise sanitária.
Desempenho mensal e acumulado
Em outubro de 2025, o avanço de 0,3% na comparação com setembro solidificou a nona alta consecutiva, superando a marca de oito meses seguidos de crescimento observada entre fevereiro e setembro de 2022. Embora a expansão acumulada de 3,7% no período atual seja inferior aos 5,6% registrados em 2022, o presente ciclo destaca-se pela sua consistência e pela elevação do nível geral de atividade. Observando o comportamento do setor ao longo do ano de 2025, a trajetória foi predominantemente positiva:
Janeiro: -0,4%
Fevereiro: 0,8%
Março: 0,4%
Abril: 0,3%
Maio: 0,2%
Junho: 0,4%
Julho: 0,3%
Agosto: 0,2%
Setembro: 0,7%
Outubro: 0,3%
Além do crescimento mensal, o setor de serviços demonstrou um incremento de 2,2% em outubro de 2025 em relação ao mesmo mês do ano anterior (2024). No acumulado de 12 meses, a expansão atingiu 2,8%, um ligeiro arrefecimento em comparação aos 3,1% registrados no período encerrado em setembro, mas ainda indicando uma forte tendência de alta.
Comparativo com períodos anteriores
A atual série de nove meses de crescimento é a mais longa desde 2011, ano em que os dados começaram a ser monitorados. Este ciclo supera o período de oito meses consecutivos de alta registrado entre fevereiro e setembro de 2022. A diferença na magnitude do crescimento acumulado (3,7% agora versus 5,6% em 2022) pode ser atribuída a bases de comparação distintas e a diferentes momentos do ciclo econômico. No entanto, o fato de o setor estar 20,1% acima do patamar de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) ressalta a sua capacidade de não apenas se recuperar, mas de expandir significativamente suas atividades, impulsionando a economia para novos horizontes.
Destaques dos grandes setores
A análise detalhada do setor de serviços revela que todos os cinco grandes segmentos registraram crescimento na transição de setembro para outubro, contribuindo coletivamente para o avanço geral. Cada um desses componentes desempenhou um papel crucial, com alguns se destacando mais do que outros devido às suas dinâmicas internas e à demanda de mercado.
Serviços prestados às famílias: 0,1%
Informação e comunicação: 0,3%
Serviços profissionais e administrativos: 0,1%
Transportes, armazenagem e correio: 1%
Outros serviços: 0,5%
O papel crucial dos transportes
O setor de Transportes, armazenagem e correio foi o grande protagonista do crescimento, com uma expansão robusta de 1% entre setembro e outubro. Este segmento, que possui um peso significativo de 36,40% no total dos serviços do país, foi impulsionado principalmente pelo transporte aéreo e rodoviário de cargas. O aumento no número de passageiros transportados contribuiu para o crescimento das receitas das companhias aéreas, refletindo a recuperação da mobilidade e do turismo. Já o transporte rodoviário de cargas beneficiou-se em grande parte do escoamento da safra agrícola, que se espera ser recorde neste ano, e do volume crescente de entregas oriundas do comércio eletrônico, um segmento que se expandiu exponencialmente nos últimos anos.
A força da informação e comunicação
O segundo maior impulsionador do crescimento geral veio do setor de Informação e comunicação, com alta de 0,3%. Dentro deste segmento, as atividades de tecnologia da informação (TI) têm sido particularmente demandadas. A necessidade de digitalização das empresas, acelerada pela pandemia, continua a impulsionar investimentos em softwares, infraestrutura de rede e serviços digitais, consolidando a TI como um motor permanente de crescimento e inovação na economia brasileira.
A recuperação do turismo
O Índice de Atividades Turísticas (Iatur), que compila 22 das 166 atividades de serviços ligadas ao turismo, como hotéis, agências de viagens e transporte aéreo de passageiros, também mostrou vigor, crescendo 0,8% em outubro na comparação com o mês anterior. Este desempenho positivo evidencia a forte recuperação do setor após os impactos da pandemia.
Indicadores e abrangência geográfica
No acumulado de 12 meses, as atividades turísticas apresentaram uma alta de 6%, ligeiramente abaixo dos 6,7% registrados no período encerrado em setembro. Esses resultados posicionam o turismo 12,7% acima do patamar pré-pandemia, indicando uma recuperação consistente. O Iatur, no entanto, ainda se encontra 1% abaixo do maior nível já alcançado, registrado em dezembro de 2024, sugerindo espaço para um crescimento ainda maior. A pesquisa abrange informações de 17 unidades da federação, incluindo importantes polos turísticos como Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, além de Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte, o que confere uma visão abrangente da dinâmica do turismo nacional.
O cenário macroeconômico brasileiro
O desempenho do setor de serviços em outubro complementa um quadro geral de recuperação e estabilização da economia brasileira. Em análises conjunturais recentes, outros setores fundamentais também apresentaram resultados positivos. A indústria registrou uma variação positiva de 0,1% em outubro, e o comércio, por sua vez, cresceu 0,5% na comparação com setembro. A convergência desses dados mostra uma tendência de crescimento distribuído entre os diferentes segmentos econômicos, o que é um sinal positivo para a estabilidade e o futuro desenvolvimento do país. A capacidade do setor de serviços de sustentar uma longa série de altas e de operar em níveis superiores aos pré-pandemia indica um fortalecimento estrutural, com impactos positivos na geração de empregos e na renda da população. A resiliência e a adaptabilidade das empresas de serviços, juntamente com a crescente demanda por digitalização e a recuperação do consumo, são fatores-chave para a manutenção dessa trajetória.
FAQ
Qual foi o desempenho geral do setor de serviços em outubro?
O setor de serviços registrou um crescimento de 0,3% em outubro na comparação com o mês anterior, marcando sua nona alta consecutiva.
Quais setores contribuíram mais para o crescimento em outubro?
Os setores de Transportes, armazenagem e correio (1%) e Informação e comunicação (0,3%) foram os principais impulsionadores do crescimento. O transporte aéreo e o rodoviário de cargas, junto com as atividades de tecnologia da informação, tiveram papéis cruciais.
Como o turismo se comportou no período analisado?
As atividades turísticas cresceram 0,8% em outubro, e no acumulado de 12 meses, apresentaram alta de 6%. O setor está 12,7% acima do patamar pré-pandemia, mas ainda 1% abaixo do seu maior nível histórico.
O setor de serviços já superou o patamar pré-pandemia?
Sim, o setor de serviços está atualmente 20,1% acima do patamar registrado em fevereiro de 2020, antes da pandemia de covid-19.
Para acompanhar de perto as próximas análises sobre o desempenho econômico do país e seus segmentos, continue lendo nossos relatórios especializados.

