A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal, está em intensa busca por um homem foragido, Alexsandro de Franco Viana, de 39 anos, que descumpriu uma medida protetiva e proferiu graves ameaças contra sua ex-companheira. O caso, que evidencia a persistência da violência doméstica, ganhou contornos ainda mais alarmantes com a divulgação de um vídeo onde o indivíduo, chorando e fumando, intimida a vítima com declarações perturbadoras, prometendo retaliações físicas extremas. A gravidade das ameaças e o flagrante descumprimento das ordens judiciais mobilizaram a polícia civil na tentativa de garantir a segurança da mulher e de seu filho, que também estão sob risco.
A escalada das ameaças e a violação de medidas protetivas
Alexsandro de Franco Viana, com 39 anos, tornou-se um foragido da justiça após uma série de eventos que demonstram um total desrespeito às ordens judiciais e à segurança de sua ex-companheira. O mandado de prisão em aberto contra ele reflete a urgência e a seriedade da situação. A história de perseguição e ameaças se intensificou, culminando na quebra explícita de uma medida protetiva, um instrumento legal criado para resguardar vítimas de violência doméstica.
A decisão judicial que concedeu as medidas protetivas à vítima foi uma tentativa de criar uma barreira de segurança, impedindo o agressor de se aproximar ou de fazer contato. No entanto, Alexsandro ignorou completamente essa determinação, exacerbando o temor da mulher. Após ser formalmente intimado da decisão, o foragido reagiu enviando uma série de mensagens ofensivas e altamente ameaçadoras no mesmo dia em que deveria comparecer para interrogatório. Essas mensagens não apenas desrespeitavam a ordem judicial, mas também impunham condições ultrajantes à vítima.
Os detalhes das ameaças e a gravação em vídeo
Em uma das mais chocantes evidências de sua conduta, Alexsandro enviou um vídeo para a ex-companheira. Nas imagens, ele é visto chorando e fumando, enquanto profere ameaças que beiram a barbárie. As palavras escolhidas refletem uma intenção clara de causar terror psicológico e físico. “Eu vou atrás de você até no inferno, sua rapariga. Sua vagabunda, depois de tudo que eu fiz”, dizia ele, iniciando uma sequência de frases cada vez mais explícitas e aterrorizantes.
As ameaças incluíam a promessa de violência física extrema: “Vou te rasgar de cima para baixo. Eu vou te matar bem devagarzinho. Eu vou te cortar todinha e jogar toda essa dor em cima de tu, sua vagabunda, chifreira.” A especificidade e a crueldade dessas palavras não deixam dúvidas sobre a gravidade da situação e o profundo risco a que a vítima está exposta. Tais expressões de ódio e intenção violenta são um claro indicativo da periculosidade do indivíduo e da necessidade urgente de sua captura para garantir a segurança da mulher. A exposição desse vídeo pela polícia visa justamente alertar a população e acelerar a localização do foragido, dada a iminência de um desfecho trágico caso ele não seja detido.
A busca policial e o apelo à comunidade
Diante da flagrante violação das medidas protetivas e da escalada das ameaças, a Polícia Civil, por meio da Deam de Valparaíso, intensificou as ações para localizar e prender Alexsandro de Franco Viana. O descaso demonstrado pelo foragido para com o sistema de justiça e o risco palpável à integridade física da vítima e de seu filho justificaram a decisão de divulgar amplamente a foto do agressor, buscando a colaboração da sociedade para sua captura.
Alexsandro, além de ser intimado sobre as medidas protetivas, foi contatado por telefone, momento em que admitiu ter proferido as ofensas, mas negou as ameaças mais graves. Contudo, as provas, incluindo o vídeo e as mensagens, contam uma história diferente, configurando não apenas descumprimento de ordem judicial, mas também crimes de ameaça e perseguição. A atitude evasiva do foragido apenas reforça a percepção de que ele não tem intenção de respeitar a lei ou a segurança da vítima, tornando sua prisão uma prioridade máxima.
O histórico de descaso e o perigo iminente
As mensagens enviadas por Alexsandro à vítima no dia de seu interrogatório revelam a audácia e o total desprezo pela autoridade policial e judiciária. Ele exigia a “retirada da ocorrência até as 15h” e o “desbloqueio de contato”, sob a ameaça explícita de ignorar as medidas protetivas e “tocar fogo no prédio” para entrar. Ainda mais grave, ele afirmou que, caso suas exigências não fossem atendidas até as 14h, “pagaria uma pessoa do Céu Azul para matá-la”. Essas declarações demonstram um padrão de intimidação e controle, onde a vida da vítima é usada como moeda de troca.
A Polícia Civil enfatiza a gravidade dos fatos, sublinhando o risco iminente à integridade física da vítima e de seu filho. O comportamento de Alexsandro de Franco Viana, que inclui perseguição, ameaças explícitas de morte e violência, e o descumprimento reiterado de medidas protetivas, desenha um cenário de alta periculosidade. É fundamental que a comunidade compreenda a urgência e a importância de qualquer informação que possa levar à sua captura. A colaboração da população é um elo crucial para que a justiça seja feita e, principalmente, para que a vida da vítima e de seu filho sejam protegidas de um agagressor em potencial.
Considerações finais
A busca por Alexsandro de Franco Viana representa um esforço contínuo das autoridades para combater a violência doméstica e garantir a aplicação da lei. Este caso serve como um lembrete sombrio dos perigos que muitas vítimas enfrentam diariamente, mesmo após a obtenção de medidas protetivas. A impunidade em situações como esta não apenas encoraja agressores, mas também mina a confiança da sociedade no sistema de justiça. A Polícia Civil reitera seu compromisso com a proteção das mulheres e com a responsabilização de criminosos que desafiam as leis e ameaçam a vida de terceiros. A segurança da ex-companheira de Alexsandro e de seu filho permanece a principal prioridade, e a mobilização de todos é essencial para que este capítulo de terror tenha um desfecho seguro e justo.
Perguntas frequentes
O que são medidas protetivas de urgência?
Medidas protetivas de urgência são determinações judiciais que visam proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Elas podem incluir o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e seus familiares, a suspensão da posse ou porte de armas, entre outras ações para garantir a segurança da vítima.
Como denunciar um caso de violência doméstica?
Para denunciar casos de violência doméstica, é possível ligar para o 190 (Polícia Militar), 180 (Central de Atendimento à Mulher), ou procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ou qualquer delegacia de polícia. A denúncia pode ser feita pela vítima, por um familiar ou por qualquer pessoa que presencie ou tenha conhecimento da violência.
Qual o papel da DEAM em casos como este?
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) é responsável por investigar crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher, acolher as vítimas, solicitar medidas protetivas, realizar interrogatórios e encaminhar os casos para a justiça. Seu papel é fundamental na proteção e no combate a esse tipo de violência.
Quais as consequências de descumprir uma medida protetiva?
O descumprimento de uma medida protetiva de urgência é considerado crime, conforme o artigo 24-A da Lei Maria da Penha. A pena prevista é de detenção de 3 meses a 2 anos. Além disso, a quebra da medida protetiva pode resultar na decretação da prisão preventiva do agressor, como ocorreu no caso de Alexsandro.
Como a comunidade pode auxiliar na captura de foragidos?
A comunidade pode auxiliar na captura de foragidos repassando informações sobre o paradeiro do indivíduo às autoridades policiais, de forma anônima, se desejar. Telefones como o 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil) ou os contatos diretos da delegacia responsável são canais seguros para isso.
Se você possui informações sobre o paradeiro de Alexsandro de Franco Viana, sua colaboração é crucial. Entre em contato com a Polícia Civil pelo 197 ou com a Deam Valparaíso pelos números: (61) 3629-8246, (61) 99195-6504 ou (61) 98365-4060. Sua denúncia pode salvar vidas.
Fonte: https://www.metropoles.com

